QUASE TODA CIDADE  pequena - principalmente como de Minas - tem seu louco de estimação. Aquele que toda a cidade conhece, cuida e por quem zela como uma espécie de patrimônio. Ibiá, onde nasceu, tinha o Zé Tem Dó; E foi com ele que aprendi sobre o valor simbólico de certos objetos. Eu vou ter uns quatro ou cinco anos Minha mãe foi costureira, eo Zé colecionava carretéis de linha. Portanto, suas visitas a minha casa foram constantes, porque minha mãe guardava todos os quadrados para ele e outras coisas mais, como um refresco, uma roupa, um prato de comida.

Pensando que o Zé estava distraído, certa vez tentei pegar em um destes carretéis. Ele se levantou com um pulo e, com mais dois, estava parado na minha frente, protegendo os valiosos bens que, para a minha mãe, foram apenas sobras de trabalho. Saí eu correndo para o outro lado, assustada, com medo. Zé pegou suas coisas e foi embora, conversando com um dos carretéis que ele amarrava na ponta de uma linha e saia puxando. Era seu animal de estimação ou seu carrinho, algo que ia muito além do que eu conseguia ou conseguirei ver, a menos que um dia eu giro um e vá para o continente virar folclore em uma cidade do interior. Mas ali, naquele episódio, aprendi uma coisa da qualidade de um discurso aqui: o Não estava brincando com um carretel e nem nós estamos brincando com um turbante....

LEIA O RESTANTE NO LINK ABAIXO:

Https://theintercept.com/2017/02/15 / na-polemica-sobre-turbantes-e-branquitude-que-nao-quer-assumir-seu-racismo /

Deixe seu Comentário