Arábia Saudita promete Copa do Mundo acessível e segura em 2034
Esporte
A menos de uma década da realização da Copa do Mundo de 2034, a Arábia Saudita reafirmou seu compromisso de organizar um torneio mais acessível, seguro e inclusivo para torcedores de todo o planeta. A declaração foi feita pelo ministro dos Esportes saudita, príncipe Abdulaziz bin Turki Al Faisal, em entrevista à agência Reuters, na qual destacou que o país pretende trabalhar em conjunto com a FIFA para garantir preços mais acessíveis e facilitar o acesso dos visitantes internacionais.
A preocupação surge em um momento em que os altos custos observados durante a Copa do Mundo de 2026, realizada na América do Norte, geraram críticas de torcedores e até de parlamentares norte-americanos, especialmente em relação aos preços dos ingressos e à hospedagem. Segundo o ministro saudita, a intenção é evitar que o Mundial se torne um evento restrito a uma parcela da população com maior poder aquisitivo.
“O objetivo é que ninguém tenha dificuldades para participar de um evento da dimensão da Copa do Mundo”, afirmou o dirigente saudita, destacando ainda a ampliação do sistema de vistos eletrônicos, que atualmente já atende cidadãos de mais de 60 países.
Infraestrutura em expansão
A Copa de 2034 será histórica por ser a primeira edição com 48 seleções realizada integralmente em um único país. Para atender às exigências da FIFA, a Arábia Saudita vem acelerando investimentos em infraestrutura esportiva, transporte e turismo.
Entre os projetos estão a construção de novos estádios e a modernização de arenas já existentes, incluindo o tradicional Estádio Rei Fahd, em Riad, além do novo Aramco Stadium. O plano contempla cinco cidades-sede: Riad, Jeddah, Al Khobar, Abha e a futurista NEOM.
O governo saudita afirma que a maior parte da população mundial estará a menos de oito horas de voo do país, estratégia que busca facilitar o deslocamento de torcedores e delegações durante o torneio.
Segurança como prioridade
Outro ponto enfatizado pelas autoridades é a segurança. Mesmo diante das tensões geopolíticas existentes no Oriente Médio, o ministro dos Esportes afirmou que o país possui experiência na organização de grandes eventos internacionais.
Nos últimos anos, a Arábia Saudita sediou mais de 150 competições esportivas internacionais, incluindo Fórmula E, boxe, golfe, automobilismo e partidas da Supercopa da Espanha. Segundo o governo, essa experiência servirá de base para a preparação da Copa do Mundo.
Além do Mundial, o país receberá a Copa da Ásia de 2027, considerada um importante teste operacional para os estádios e sistemas de mobilidade que serão utilizados em 2034.
Desafios além do futebol
Apesar do discurso otimista, a realização da Copa do Mundo na Arábia Saudita continua cercada de debates. Organizações internacionais de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, têm manifestado preocupações relacionadas às condições de trabalho de migrantes, aos direitos das mulheres e da comunidade LGBTQIA+, além da necessidade de maior transparência nas garantias oferecidas pelo país.
Especialistas defendem que a FIFA acompanhe de perto a implementação de medidas que assegurem o respeito aos direitos humanos durante todo o ciclo de preparação do torneio.
Um Mundial estratégico para a Visão 2030
A Copa do Mundo de 2034 faz parte da estratégia saudita denominada "Visão 2030", programa de modernização econômica e social que busca reduzir a dependência do petróleo e ampliar o protagonismo internacional do país por meio de investimentos em turismo, cultura e esporte.
Com a promessa de ingressos mais acessíveis, infraestrutura moderna e altos padrões de segurança, a Arábia Saudita tenta posicionar o Mundial de 2034 como uma das maiores edições da história. O desafio agora será transformar as promessas em realidade e responder às expectativas da comunidade internacional dentro e fora dos gramados.
por Regina Papini Steiner - TV Omindaré notícias
Fontes: Reuters, FIFA, Agência Brasil, The Guardian, Associated Press.
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