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Ibovespa fecha em alta apoiado pelo cenário externo e recuperação global dos mercados

Política

Ibovespa fecha em alta apoiado pelo cenário externo e recuperação global dos mercados
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O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta quarta-feira em clima de recuperação, com o Ibovespa registrando forte alta impulsionado principalmente pelo cenário internacional mais favorável e pelo aumento do apetite global ao risco. O principal índice da bolsa brasileira avançou 1,77%, fechando aos 177.355 pontos, após ter renovado mínimas recentes nos pregões anteriores.


Durante a sessão, o índice chegou a superar os 178 mil pontos, refletindo uma melhora no humor dos investidores diante de sinais positivos vindos do exterior, especialmente de Wall Street. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 voltou a subir após dias consecutivos de queda, embalado pelas expectativas em torno dos resultados da empresa de tecnologia NVIDIA, que apresentou lucro acima das projeções do mercado.


Outro fator que ajudou os mercados globais foi o alívio nas taxas dos títulos do Tesouro norte-americano, os chamados Treasuries. A queda nos rendimentos desses papéis reduziu a pressão sobre ativos de risco em países emergentes, favorecendo a entrada de capital em bolsas como a brasileira.


Além disso, investidores acompanharam com atenção os desdobramentos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Irã. As expectativas de continuidade das negociações diplomáticas entre os países reduziram temporariamente as preocupações sobre uma escalada do conflito no Oriente Médio, melhorando o sentimento global nos mercados financeiros.


No cenário doméstico, ações de bancos lideraram os ganhos do pregão. Papéis do Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil registraram valorização significativa, ajudando a sustentar o avanço do índice.


As ações da Vale também contribuíram positivamente, acompanhando a recuperação dos contratos futuros do minério de ferro na China. Em contrapartida, os papéis da Petrobras encerraram em queda, pressionados pelo recuo do petróleo no mercado internacional.


No câmbio, o dólar voltou a cair frente ao real, encerrando o dia próximo do patamar de R$ 5,00. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,0031, refletindo o maior apetite por ativos de risco e a melhora do fluxo para mercados emergentes.


Analistas destacam que, apesar da recuperação observada no pregão, o mercado ainda segue atento às incertezas internacionais, especialmente relacionadas à inflação global, aos juros nos Estados Unidos e às tensões geopolíticas. O comportamento dos investidores estrangeiros continuará sendo decisivo para os próximos movimentos da bolsa brasileira.

por Monica Vernecchi

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