A mulher como ponto de partida. Mas nada têm em comum uma Travesti, uma Crossdresser e uma Drag Queen!

 

Régis Machado, tem 31 anos, Gay, Casado com o cantor Josh Leone. Criou a Drag Queen Xênia Star. Drag Queen é outro assunto! Somos transformistas, o termos vem do inglês Drag Queen e Drag King, somos artista performáticos, que se travestem se forma cômica ou exageradamente com o intuito geralmente profissional artístico. Fazem os “Drag shows” em Boates, festas, formaturas, debutantes, correio elegante, correio animado. O cabelo, a maquiagem e os trajes são importantes para a montagem da Drag Queen com muito exagero! Existe um ponto muito importante, muitas partes do Drag Show e das outras propriedades intelectuais das Drag Queens não podem ser protegidas por leis de propriedade intelectual. Para se protegerem,  usam as normas sociais para proteção da propriedade intelectual. A etimologia Drag Queen é muito contestada. Em 1870, foi o primeiro uso registrado de “Drag” para se referir aos homens que se vestiam de mulheres. Uma etimoligia popular é que DRAG é um acrônimo de “Dressed Resembling A Girl” ( vestido semelhante a uma menina). O filme Connie e Carla também fizeram referência a isso, embora a sigla tenha sido ligeiramente alterada para os homens “vestidos como meninas”. Queen está relacionado com a palavra atntiga inglesa quean ou cwene, que orinalmente significava apenas “mulher’. Drag King foi citado pela primeira vez em 1972. O termo as vezes é usado em sentido mais amplo, para incluir pessoas do sexo feminino que vertem roupas tradicionalmente masculinas por outros motivos. Muitas mulheres modernas usam chapéus, gravatas, jaquetas masculinas ou mesmos roupas completas, por motidos de moda ( por exemplo o estilo de Annie Hall), essas mulheres não são consideradas Drag king. Xênia Star nasceu de um espetáculo em Minas Gerais na cidade de Poços de Caldas, aprendi a gostar de fazer Drag Queen. Iniciou aos 12 anos fazendo Drag Queen, sem ter noção do que era. "Drag queen" geralmente conota cross-dressing para fins de entretenimento e auto-expressão. Não é uma maneira precisa de descrever as pessoas que fazem cross-dressing para a realização de fetiches travestidos sozinhos, ou seja, pessoas cujo cross-dressing é principalmente parte de uma atividade ou identidade sexual privada. Uma das principais dificuldades que encontra e quando deixo a Xênia Star, na hora que volto a ser Régis, as pessoas se afastam de mim com medo de serem discriminadas pela sociedade. “Isso é o que mais me deixa Triste", "Queremos mostrar para a sociedade o trabalho artístico e profissional das drag queens nos palcos, esclarecer algumas dúvidas e levar o público a tirar as suas próprias conclusões sobre o tema".Na maior parte da semana, ele é apenas Régis Machado, um cara pé no chão, formado em arte - cênica , bastante observador e reservado. No final de semana, qualquer traço de timidez vai embora. No closet, perucas, arranjos de cabeça, uma infinidade de vestidos e um incontável número de sapatos de todos os tipos imagináveis.  Devidamente montado, entra em cena Xênia Star Drag queen, mito da noite e musa do público LGBT da Região Metropolitana e Sul de Minas Gerais. O nome artístico e homenagem: O nome vem do Grego Xênia ( Hospitaleira ) Star ( Estrela ) Então Xenia Star = Hospeda um Estrela. Cher, Donna Summer, Whitney Houston e Valesca Popozuda  são algumas das divas encarnadas por Xênia Star nos palcos. "Adoro a época dos anos 1970 ate os temas atuais.

 


Jaime Braz, tem 60 anos, Gay, Solteiro, Crossdresser assumida desde os 30 anos e há 10 anos como Lizz Camargo, organiza a Festa NOITE RAINHA CROSS. Para Jaime, quando uma crossdresser, se transforma numa figura feminina, estão se travestindo. Porem há uma grande diferença  entre a Travesti e a Crossdresser. A diferença está nos artifícios que precisam usar: enchimentos nos quadris, perucas, unhas postiças, utilizam tudo isso para se sentirem mulher, se transformando somente naquele momento em mulher. A grande dificuldade encontrada para muitas é o lado psicológico. Administrar o lado masculino, conjuntamente com esse lado feminino, muitas se intitulam heterossexuais e são casados.Muitas inclusive chegam as vias de quererem uma transformação radical mesmo na realidade não sendo verdadeiramente, Travestis. Inclusive há uma grande confusão entre ser uma Crossdresser e ser uma Travesti. Isso dentro do nosso movimento. Crossdresser, Travestis e Drag Queen, são muito diferentes,mesmo que todas tenham a figura feminina. As Drag são figuras com um aspecto feminino bem exagerados, inclusive quando uma Cross se maquiam não gostam que se pareçam com uma Drag, e sim terem uma suavidade mais feminina. Crossdresser é o ato de troca de roupas. NOITE RAINHA CROSS, objetivo principal desta festa é a interação social entre elas. Como elas se conhecem virtualmente, a festa foi um meio de empoderá-las, e um local onde poderão estar sem nenhum constrangimento. Muitas vêm com suas esposas e outras fugindo da vida masculina. São Muitas Crossdresser pelo Brasil e a maioria com vida dupla.No dia a dia, buscam apoio  de esposas, familiares ou até somente de amigas . Não há muita informação sobre Crossdresser.




Maurin Lyn,  tem 61 anos, “casado, embora separado da minha esposa, mas vivemos sob o mesmo teto”, nasceu dia 05 de julho de 1957, está escrevendo um livro intitulado “ UMA VIDA, MUITAS HISTÓRIAS”. Desde criança sempre teve uma atração muito grande por roupas e objetos femininos, “acho que de alma sou mulher, dentro do contexto eu me defini, como uma Crossdresser, eu me vejo e me sinto como uma mulher, não somente um homem que gosta de se vestir como mulher, quando me transformo em mulher, minha feminilidade aparece quase que completamente, não consigo de forma alguma ser ativo e costumo ser muito carinhosa com meus parceiro, entendo que dentro do contexto Crossdresser é somente um homem que gosta de se vestir de mulher e que na maioria são heterossexuais e muitos mantém união estável com suas esposas, com fantasias, sonhos, desejos e vontades de mulher.” Maurin Lyn entende que uma Travesti na maioria são bissexuais, que numa relação podem ser tanto passivos quanto ativos. A maior dificuldade que tem enfrentado ainda é o preconceito, e uma dos maiores medos, não só de Maurin como dos contatos que ela tem que são pessoas Crossdresser é que a família venha descobrir, principalmente as que são heterosexuais.  Não se considera uma Travesti, no seu entender uma travesti na sua maioria são Bissexuais, numa relação podem ser ativas ou passivas. Seu livro “Uma vida, muitas histórias” irá falar das dificuldades e obstáculos, de amizades puras e verdadeiras, da saúde e da doença e até dos hábitos nunca abandonados. Maurin Lyn nunca teve contato, além das mídias sociais, com nenhuma Crossdresser.




Aline Marques

Aline Marques, tem 40 anos,  Casada a 12 anos, Travesti. As pessoas quando descobrem que somos Travesti, algumas tratam normalmente ou tem algum tipo de preconceito. De serem julgadas antes de serem conhecidas. As pessoas que se aproximam dela não são muitas, mas as poucas ficam. Há uma diferença muito grande entre Crossdresser e Drag Queen. A travesti ela não se monta de mulher, ela não se veste de mulher e daí chega em casa e tira tudo.. e volta a ser um rapaz, A travesti ela é uma mulher. Ela vai chegar em casa, tomar um banho e será da mesma forma, feminina, bonita, bem arrumada, elegante. Crossdresser, nada mais é que um rapaz que se veste de mulher, curte esse momento, na minha opinião a Croosdresser se enquadra como uma transformista, são homens casados que gostam de se vestir de mulher, que para mim nada mais é que um transformista, aquele que se transforma. Drag Queen é maravilhosa, pode ser gay pode ser heterossexual . Temos referências de Drag Queen Salete Campari, Dimmy Kieer,  que segundo Aline Marques, representam muita a classe Drag Quenn. Travesti não são homens vestidos de mulher, somos a cópia de uma mulher, na hora que retiramos a roupa a única coisa de nos diferencia da mulher, é que não temos a genitália feminina. È muito diferente de uma Crossdresser, quando ele chegar em casa ele vai tirar tudo e você irá ver um rapaz, é a mesma coisa de um transformista! Para uma travesti é necessário o uso de silicones, cirurgias, etc. O que não acontece nem com a Crossdresser e nem com a Drag Queen. Nos anos 90 a dificuldade era muito grande em ser Travesti imagina nos anos 79 e 80. Eu me prostitui aos 16 anos, era um sofrimento muito grande. Não havia oportunidade de emprego, ser respeitada, hoje eu ando de ônibus, metrô, veem meu crachá do emprego, e as pessoas, começam a olhar de forma diferente. Ainda falta muita coisa para nós.  È muito trabalhoso, dificultoso ser Travesti, principalmente quando queremos ser educadas, impecável, com comportamento totalmente diferente a qual a sociedade nos impõe. Da qual a sociedade pensa que somos! Hoje eu não tenho dificuldade em ser Travesti, eu ainda sinto olhares das pessoas preconceituosas, mas nada que me impeçam em caminhar. Eu só peço: “me deixem passar, não atrapalhe a minha passagem como eu não atrapalho a de ninguém!’.  Sim, uma travesti pode ser Bissexual, muitas tem casamentos com mulheres e podem ser considerada Lésbicas. Mas sempre identificando  como “A” travesti, porque ela sempre será feminina. Não existe isso de Travesti ser ativa ou passiva! Tem travestis que são ativas e outras passivas. A mulher é uma dádiva, a mulher produz seres vivos, seres como eu, precisamos da mãe da mulher. Nunca gostei da fala dos homens que diziam que eu era melhor que uma mulher, isso para mim não me engrandecia, me deixava muito triste, menosprezar a mulher, independente dela ser “boa” ou não na cama, isso não nos coloca melhor do que elas, nós estávamos ali pela necessidade de sobrevivência e não para ser melhor do que uma mulher. Nunca admiti nem na fala de uma travesti e muito menos um homem dizendo. A mulher é o ser que Deus colocou na fase da terra.                                           

Categoria:Educação

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Berê Figueiroa - 04/03/2019 20h03
Adorei a Aline Marques, muito boa a explanação dela. Além de linda. Parabéns TV OMindaré pelo conteúdo sempre tão elucidativo.
Carlito Guimarães - 04/03/2019 20h02
Muito boa a matéria mesmo. eu achava que era tudo igual.
Carla Sousa - 28/02/2019 23h53
Ahhhh..Drag Queen e a glória.
Helena Veronesse - 28/02/2019 23h26
Fico imaginando o quando deve ser difícil para um Crossdresser quando não e compreendido pela sua esposa! Nossa, muito difícil. Quando a gente casa com um homem a gente quer um homem ao nosso lado. Nossa não sei como eu iria me sentir. Muito boa matéria.
Geraldo Limeira - 28/02/2019 23h22
Linda a Aline. Uma mulher e tanto. Pena que está casada.
Sofia Bezerra - 28/02/2019 23h14
Realmente a única que é identidade de gênero é a Travesti então. E os outros são transformistas? Crossdresser independente da identidade de gênero e um homem que gosta de se vestir de mulher.
Weslley Fabrício - 28/02/2019 23h12
Muito curiosa a matéria. Realmente eu sempre achei que todos eram travestis. Parabéns TV OMINDARÉ
Cassemiro Veronesse - 28/02/2019 22h17
Gostei paca!
Ricardo Gomes - 28/02/2019 22h14
Bafo! Amei a Aline Marques, show de bola!
Helena Bonini - 28/02/2019 14h33
Eu amo as Drag! Me divirto muito com elas, festa sem drag não e festa.
Renato Vasconcelos - 28/02/2019 14h32
Parabéns pela matéria! Tv OMINDARÉ sempre top. O que faz a Pizza Camargo é o apresentador do papo aberto com você?
Débora Narciso Tavares - 28/02/2019 14h27
Gostei. Aqui em Fortaleza conheci um senhor Crossdresser. Mas ele teve muitos problemas com a esposa e familiares. Boa matéria!
Carlos Tramontina - 28/02/2019 14h25
Excelente!
Carlos Tramontina - 28/02/2019 14h25
Excelente matéria! Parabéns, realmente muito bom, mas a única que eu ainda não entendo muito e o Crossdresser. Respeito mas não entendo.
Nilson Martins - 28/02/2019 14h02
Ótima matéria!!! Sou fã de Xenia Star fiz otimas discotecagem através de suas contratações pelo interior de SP. Sucesso a todas Drags. Bju Dj Rizada
Aline - 28/02/2019 14h00
Ameiiiiiiiiiiii